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quarta-feira, julho 22, 2015

Análise: Xenoblade Chronicles


Prontos para sentir a Monado
Lançado em 2010 para a Wii como um jogo exclusivo no Japão, Xenoblade Chronicles, é um JRPG que foi tão aclamado que levou a Nintendo da Europa a lançar o jogo no seu território um ano mais tarde. Isto aconteceu graças ao número elevado de protestos de muitos consumidores da Wii ao verem que o jogo não seria lançado fora do Japão. Mais recentemente, o jogo também foi relançado para a New 3DS, mas a versão desta análise é a original.
Desenvolvido pelo estúdio Monolith Soft, já conhecido por outros JRPGs como Xenogears e Xenosaga. Xenoblade é considerado uma sequela espiritual a estes dois franchises, visto que o mesmo é publicado pela Nintendo ao contrário dos outros.


Um mundo de dois gigantes
A história conta que, num mundo composto por só oceano, viviam dois gigantes, Bionis e Mechonis. Há muito tempo atrás, os mesmos entraram numa luta que acabou com a espada de Mechonis a perfurar Bionis, com isto e agora sem energia os dois entraram num sono profundo. Nos dois gigantes adormecidos vivem várias formas de vida, uns deles os Homs, de Bionis, e os Mechon, de Mechonis, viviam em luta, devido aos ataques constantes dos Mechon a Bionis. Quando a história do jogo começa, vemos que os Homs da Colónia 9 viviam em paz há um ano graças à vitória conseguida na última batalha usando uma espada lendária, a Monado, que se diz ter sido a espada que Bionis usou na luta contra Mechonis há muito tempo atrás. Shulk, um rapaz de 14 anos, ficou encarregue de estudar a Monado e libertar o seu poder de forma a garantir a segurança de Bionis. No entanto, a paz não estava para durar muito e a colónia foi atacada pelos Mechon. Shulk, usando a Monado, conseguiu afugentar os Mechon, mas a sua melhor amiga, Fiora, foi morta no ataque. Este, em conjunto com o seu melhor amigo, Reyn, decidem partir em busca do Mechon que matou a sua amiga e vingar a sua morte.
Ora, esta é a premissa inicial da história. Claro que esta tem muito mais para oferecer e muitos mais personagens vão se juntando à jornada de Shulk pelo caminho. No entanto, enquanto creio que esta está bastante boa, não consigo deixar de pensar que, à medida que avançamos, esta vai ficando um pouco mais típica. Não que pens que a história não tenha ideias novas, mas algumas coisas são um pouco mais comuns que aquilo que estava à espera. No que toca aos personagens e as suas interações, estas estão boas. Não há nenhum personagem que ache que esteja mal, mas alguns caem um pouco num ou noutro estereótipo. Em relação ao trabalho dos atores, não tenho queixas, fizeram um bom trabalho.


O poder da Monado
O gameplay do jogo é uma espécie de fusão entre um JRPG normal e um action-JRPG. Temos batalhas que podemos ativar entrando em contacto com os inimigos, que fazem uso de um espaço 3D em que se retém o controlo total do movimento do nosso personagem de uma equipa de 3. Relativamente ao combate em si, temos os ataques normais e depois temos as artes, que funcionam como ataques característicos dos personagens que têm um certo tempo de espera associado para os podermos usar, ou seja, também mantém, de certa forma, um sistema por turnos como base. Os personagens estão bastante diferences uns dos outros, ou seja, cada um é uma experiência diferente, o que dá boas opções de preferência na escolha do estilo de combate de uma pessoa. Especial menção para as artes da Monado de Shulk, que são bastante importantes para o avanço do jogo e dão um spin diferente ao combate. Bem, isso e o uso das visões do futuro que o mesmo tem, que estão implementadas no combate de uma maneira bastante inteligente, fazendo uso convenções básicas de JRPGs mas de uma forma nova. Para acabar, no combate ainda temos os chain-attacks em que, se fizermos boas ações em combate, enchemos esta barra que, quando completa, dá uso a uma corrente de vários ataques pelos personagens. Posso dizer que o combate é bastante rápido, satisfatório e inteligente. Os únicos incómodos para o combate são a camara que, mesmo assim, só em ocasiões mais especiais, mas não deve ser grande problema com o Comando Pro, e a IA que, às vezes, é um pouco incompetente.
Em termos de mundo a explorar, posso dizer que ainda não sei como conseguiram colocar este jogo na Wii. Tanto conteúdo e áreas, grandes e variadas, para explorar com muitas coisas para fazer. É verdade que algumas missões podem ficar um pouco secantes, mas com tantas opções, não me posso queixar muito. Também posso dizer que, mesmo com isto, nunca me senti perdido no jogo e sabia sempre o estava a fazer e para onde ia. No que toca a inimigos, eram muitos e variados, mas nunca me chatearam quando andava simplesmente a explorar, ou seja, perfeito, só lutava basicamente quando tinha mesmo. Os meus únicos problemas aqui são, sem dúvida, novamente a câmara, que podia estar um pouco melhor, e o movimento das personagens, que às vezes não parecia estar muito indicado para certos terrenos, isto juntamente com o fall damage que às vezes não era muito divertido.
Em termos de evolução e customização dos personagens, é também bastante variado, com equipamentos de muitas formas e tamanhos e Gems de muitos estilos para equipar nesses mesmos equipamentos. A adicionar, tínhamos várias artes para cada personagem evoluir e umas quantas árvores de habilidades para também evoluir, algumas até opcionais. Gostava que o tutorial fosse um pouco mais claro numa ou outra cena, mas nada que me prejudicou a experiência.
Em termos de dificuldade, não é muito complexo, o jogo nalgumas batalhas não dá mão, mas nada que um pouco de prática não resolva. Os bosses são bastantes e divertidos, poucos são os que me fizeram ficar preso e tentar derrota-los uma e outra vez.


Apresentação não é tudo
Mesmo estando na Wii e sendo um jogo tão grande, o visual do mesmo é bastante agradável. Os modelos dos personagens podiam ter mais alguns toques e algumas áreas podiam estar melhor, visto que são pouco aborrecidas, com algumas cores um pouco mortas. No entanto, outras áreas são exatamente o oposto, por isso posso dizer que não fiquei muito dececionado com o visual.
Na parte musical, bem, é brilhante, adoro toda a banda sonora. Músicas que ficam no ouvido e que assentam bem nos momentos e áreas.
A única nota que tenho disto é que, nas batalhas, os efeitos às vezes ficavam um pouco caóticos e a performance caía um pouco como consequência, mas nada de especial mesmo assim.


Um poder que consegue alterar o futuro
Xenoblade Chronicles é um daqueles jogos que ficam na história, não só pela consola onde se encontra, mas também pelo brilhante jogo que é. Uma história bastante interessante, com personagens icónicas, um gameplay novo mas com uma base sólida, e uma apresentação que impressiona, tendo em conta a quantidade de conteúdo do jogo e a consola em que foi lançado.
Sem dúvida um dos melhores JRPGs que já joguei e que recomendo facilmente a todos os tipos de jogadores, especialmente a um que goste de um bom RPG.
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quarta-feira, junho 17, 2015

Opinião: Conferências Dia 2 E3 2015



Bem infelizmente devido a problemas de tempo este artigo vai ter que ser um pouco diferente do outros, mas vamos-la então ao que eu pensei sobre as restantes conferências da E3.


Em termos da Nintendo esta não se pode dizer que foi má, desapontante ya, este ano não foi nada comparado ao ano passado. Abriu forte com, finalmente, imagens do jogo de Starfox, chamado Starfox Zero, e depois começou a cair. O que quero dizer com cair é que pouco teve de coisas novas, sim os jogos que eles mostraram parecem bons, mas nós já os vimos algumas vezes. E do pouco que mostraram novo, um era um novo jogo de zelda, Triforce Heroes, que eu até achei engraçado. Outro foi um troll enorme para os fans de Metroid, Metroid Prime Federation Force parece ser um jogo redundante que ninguém pediu e infelizmente bastante genérico. Por outro lado em termos da colaboração com a Activison entre os amiibos e os skylanders, pareceu-me natural e as figuras em si até bastante fixes.

Ou seja no final a Nintendo mostrou bons jogos e a apresentação até foi engraçada com uns muppets. Mas em termos de surpresas e "show", digamos assim, foi muito fraco. Claro que para a Nintendo a E3 ainda não acabou e falta o Treehouse Live de hoje que até pode ser que surpreenda. Uma coisa estúpida foi eles não dizerem durante o evento que quem está a desenvolver o Starfox é Platinum Games....


No que toca à Square Enix até foi bastante boa. Podemos ver jogos muitos esperados como Kingdom Hearts 3, Deus Ex Mankind Divided, Just Cause 3. Tivemos a ver outros novamente como o Rise of the Tomb Raider, o novo Hitman, que parece estar interessante, e rever o trailer do Remake de FF VII. Vimos alguns jogos mobile, que parecem inofensivos. E ainda tivemos algumas surpresas como o novo jogo da série NieR desenvolvido pela Platinum Games, um novo Star Ocean também e parece que tivemos a confirmação que o Dragon Quest Heroes parece vir para este lado. Mas sinceramente só a parte do Kingdom Hearts foi o suficiente para valer pela conferencia toda, para mim.

Então em termos da Square Enix acho que não foi nada mal, muito sólida e com algumas surpresas. O único  problema foi um pouco na apresentação que foi um bocado aborrecida.


A última conferência, a dedicada só ao PC, foi boa acho eu. Nada de muito extraordinário foi mostrado lá, sem dúvida que as presenças maiores foram a  AMD, a Microsoft, e a Blizzard. A AMD foi lá para mostrar o que eles têm preparado para o futuro, tal com mostrar o que tinham revelado de manha e é bom ver a Microsoft a interessar-se outra vez pelo PC em termos de jogos, como o anuncio do Gears of War Ultimate Edition ir receber uma versão para o PC. A Blizzard mostrou-nos duas expansões novas para dois jogos, o Heroes of the Storm e o Starcraft 2, que pareciam estar boas. No que toca ao resto foi quase tudo coisas que já tínhamos visto noutras conferências a excepção de um ou outro como o Total War Warhammer. O corte à ultima hora da Valve é que foi muito mau, muitas pessoas estavam à espera desse momento e quando deu para perceber que já não ia acontecer foi incrivelmente despontante.

Ou seja no lado do PC, foi decente, nada de especial mas com jogos bons e alguns momentos interessantes. Uma ou outra falha técnica, mas sem grandes problemas graves, bem à excepção de ter começado 1 hora mais tarde, mas pronto.  
    
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terça-feira, junho 16, 2015

Opinião: Conferência Sony E3 2015


Sem palavras.....Sem palavras....

A conferência da Sony foi espetacular merece ser vista sem duvida, quero dizer:

Last Guardian

FF VII Remake

Shenmue fucking 3

Uncharted 4

Dreams(novo jogo da Media Molecule)

Os títulos indie que foram mostrados.

Sem falar que tudo o que vimos ou foram exclusivos ou exclusivos temporários. Aliás até a Ubisoft mostram um rapariga jogável no novo Assassin's Creed.

A única parte fraca foi o COD Black Ops 3 e o Destiny foi um pouco fraco....mas quem quer saber disto depois de tudo o que vimos nesta conferência.

Sem dúvida que eu passei de não estar interessado na PS4 para HOLY SHIT GIVE ME THAT FUCKING THING!!!

Yeah....foi boa.
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Opinião: Conferência Ubisoft E3 2015


Oh Ubisoft, Ubisoft, Ubisoft....Tu conseguiste fazê-lo outra vez. Yup novamente a Ubisoft consegue apresentar a pior conferência até agora.

É pena porque o inicio, a apresentação do novo jogo do South Park, The Fractured but Whole, foi sem duvida uma boa forma de começar a conferência e infelizmente o ponto alto da mesma.

O resto foi apresentações de jogos que já estamos fartos de ver como os inumeros jogos da série Tom Clancy's, a sério ainda não lançaram nem o The Division nem o Rainbow Six Siege e já estão a anunciar outro jogo da série. Fonix isto ainda é pior que um novo jogo de Assassins's Creed todos os anos, o deste ano é o Sindicate e curiosamente não vimos gameplay nenhum...espetacular.

Ah e Just Dance, não nos podemos esquecer de quão importante este jogo é... 

O que sobrou foi um outro jogo curioso como o For Honor um jogo multiplayer passado numa época medieval, ou o Anno 2205 que parece ser outro jogo de construção de cidades.

Então ya, não posso dizer que estou desapontado porque já vi isto a acontecer 2 vezes antes e este ano não foi diferente dos outros.
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segunda-feira, junho 15, 2015

Opinião: Conferência EA E3 2015


Bem a segunda conferência já passou e é a vez da EA que não decepcionou, mas também não mostrou nada de muito espetacular.

A melhor parte sem duvida foi o Star Wars Battlefront, mostrou o que parece um bom jogo multiplayer. Mas o Mirror's Edge parece estar num bom caminho, esperemos que desta vez o jogo esteja no mesmo nível que aquilo que eles estão a falar dele.

Outros jogos como o Garden Warfare 2 e o um novo jogo chamado, Unravel, também parecem interessantes.

No final apenas me aborreceu um pouco os cortes em grande quantidade para a parte dos desportos, foram muito grandes e não mostraram grande coisa de novo.

Claro que é preciso falar da introdução, um pequeno teaser para o novo Mass Effect, mas meh podia ter sido melhor.

No final EA fez o que a EA faz normalmente, poucos jogos, alguns bons outros os mesmo de sempre, mas nós sabemos que muitos vão ser possivelmente arruinados por más praticas como por exemplo o novo Need for Speed.

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Opinião: Conferência Microsoft E3 2015


Bem a conferência da Microsoft acabou e posso dizer que era mais ou menos o que estava à espera.

Começou com Halo 5 Guardians, que pareceu mais do mesmo depois do 4...infelizmente. Se bem que não posso dizer que parece mau. O novo modo de jogo parece pelo menos interessante, o War Zone. Também podemos ver outros jogos óbvios como, o Rise of the Tomb Raider, Forza 6, Fable legends e o obrigatório indie show case.

Também tivemos umas surpresas como Recore, um jogo pela Concept e a Armature, pena ter sido só um trailer em CGI. E a coleção de jogos da Rare, Rare Replay, juntamente com um novo jogo, Sea of Thieves, que parece interessante pelo menos.

Depois tivemos presenças obrigatórias como a EA e a Ubisoft com jogos como o Garden Warfare 2 e o The Division.

Fora disto podemos ver o novo comando da Xbox One e um novo modo compativel com jogos da 360 que sinceramente já devia estar incluído desde do inicio, mas pronto. Ainda tivemos uma mostra de um novo aparelho o Hololens, uma forma de colocar realidade aumentada em certos jogo como o Minecraft, mas parece ainda estar nos seus inícios e sinceramente não parece mito interessante(pelo menos a forma como o usaram).

A parte pior para mim sem duvida foi a Bethesda aparecer com o Fallout 4 e mostrarem exatamente o mesmo que mostraram na conferência deles.

Antes do final ainda podemos ver um pouco do novo jogo de Gears of War, que tal como o resto, parece mais do mesmo.

Aliás estas palavras podem resumir praticamente a conferência toda, mais do mesmo, poucas surpresas e pouco entusiasmo. Sem falar de como desapontante foi não ver nada sobre o ScaleBound.

Mas hei pelo menos foi a primeira vez desde à muito tempo que a conferência não acabou com um Call of Duty, aliás ele nem apareceu.
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Opinião: Conferência Bethesda E3 2015


A Bethesda foi a primeira conferência da E3 este, mesmo que não tenho sido a abertura da mesma, essa honra foi da Nintendo com o seu World Championship, mas mais sobre isso noutro artigo.

Estou a aqui para falar da Bethesda e como ela se portou na sua primeira conferência e posso dizer que...nada mal.

Como um pessoa normalmente não muito interessada na empresa, aquilo que eles mostraram parecia ter muito trabalho posto e, como eles disseram, atenção ao detalhe.

Mostraram em primeiro um dos seus franchises maiores a nova entrada de Doom. E pelo que vi pareceu-me bem, parece ter um foco certo. Mesmo que esteticamente não me surpreendeu, o gameplay pareceu ser suficientemente bom. O Doom SNAPMAP também pareceu um "instrumento" interessante para alargar a experiência multiplayer do jogo, com várias maneiras de criar modos de jogo.

Depois vimos mais um pouco de aquilo que os vários estúdios reservam para o futuro, com jogos como Dishonored 2 (que infelizmente já tinha sido vazado), Battlecry( um estilo diferente de jogo de equipa tipo Team Fortress), alguns updates para o já lançado Elder Scrolls Online e um jogo de Cartas para mobiles chamado Elder Scrolls Legends.

Mas claro que o maior show foi o novo Fallout, que parece estar muito bom. É obviamente uma experiência maior que o anterior, e eles focaram-se muito a querer mostrar o cuidado em todos os detalhes no jogo. Isto desde mais customizações e até um crafting system, que deixa não só criar muitos diferentes tipos de armas como também criar um espaço no mundo onde podes criar a tua própria "povoação" com várias pessoas que podem viver lá e comercializar contigo. Claro que também lá podes colocar a tua casa e tens a responsabilidade de defender a mesma com várias opções também.

No meio disto também mostraram duas aplicações para o ios de Fallout, uma é uma pequena aplicação que funciona como o menu do jogo que pode ate ser aplicada num pipboy que estará disponível numa edição de colecionador do jogo. A outra é um jogo chamado, Fallout Shelter, que será lançado hoje, e trata-se de um jogo onde se pode criar o próprio cofre com uma população lá dentro. Este pareceu bastante interessante e com um nivel mesmo assim profundo para um jogo free-to-play, o que mostra a dedicação do estúdio.

No final desta conferência posso dizer que fiquei com uma boa impressão da Bethesda e que eles se saíram muito bem com a primeira conferência deles. Parabéns.
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sábado, junho 13, 2015

Pré-E3 2015


É aquela altura do ano outra vez, outra “semana” só sobre jogos. E que semana, se nos outros anos havia que falar e antecipar, este ano parece que o evento vai ser ainda maior, pelo menos quando falamos a nível de conferencias e outros grandes eventos dentro da E3.

Para além das standards, Sony, Nintendo, Microsoft, EA e Ubisoft, temos também a Square Enix, Bethesda e até uma conferência só dedicada ao mundo do PC.

A começar este ano, pela primeira vez, temos a Bethesda, que já mostrou a sua primeira carta há uns dias, com o anúncio de Fallout 4, mas, sinceramente, quem é que já não estava à espera disto?

Da Xbox estou à espera do habitual, Halo, Forza, Tomb Raider, Call of Duty. Pelo menos toda aquela palhaçada com a TV já acabou. E até pode ser que me surpreendam, dado que no ano passado até tiveram uma apresentação decente. No que toca ao novo modelo anunciado, meh, é apenas um aumento de tamanho no espaço. No entanto, a baixa de preço no modelo anterior é apreciada.


No que toca à Sony, esta foi a que me desapontou mais o ano passado. Depois da apresentação tão forte que tiveram da PS4 no ano anterior, parece que no ano passado não estavam realmente preparados para dar uma continuação ao hype. No entanto, penso que este ano as coisas vão mudar, e estou realmente à espera que a Sony apareça com uma biblioteca de jogos digna da PS4. O quê? A Sony tem outra consola que não a PS4 ou a PS3? Nah, devem estar enganados, a PSP foi obviamente a última portátil da Sony.


E quando falamos da Nintendo, não há duvida que nos últimos tempos eles tem feito um ótimo trabalho na E3 em termos de apresentação e não é segredo nenhum que tenho sido um pouco bias em relação a eles. Este ano eles parecem estar tão fortes como nos últimos anos, tão confiantes que até vão fazer um pequeno Direct só dedicado ao Smash um dia antes da E3 começar. Para o show deles, de certeza que podemos contar com grandes jogos como Starfox e Xenoblade Chronicles X, e espero também algumas surpresas como um novo jogo de Metroid ou talvez ver um pouco mais do Pokkén. Enfim, estou novamente à espera de um espetáculo brilhante e com bastante humor a acompanhar.

No que toca à EA e à Ubisoft, vou coloca-las no mesmo saco. O ano passado não mostraram nada de novo. Aliás, até pouco gameplay mostraram, era só trailers em CGI. Grande treta que foi, e este ano não parecem estar a fazer grande coisa que mostre uma mudança de atitude. Mas talvez fique surpreendido com o Star Wars Battlefront.

Agora, entrando novamente nas novidades, os meus pensamentos em relação à Square Enix são um pouco confusos. Eu quero sem dúvida ver o que eles têm preparado para o FFXV e para o Kingdom Hearts 3, tal como outros jogos como o Bravely Second. Mas nos últimos anos eles também têm tido umas práticas algo questionáveis… Bem, se os últimos esforços são alguma indicação, ao menos estão a fazer alguma coisa de bom.

Umas das conferências que mais me intriga é dedicada ao PC, pois parece-me que vai ser importante. Muitos Developers e Publishers vão fazer uma aparição, o que me deixa entusiasmado. No entanto, é óbvio que a Valve vai provavelmente roubar grande parte do espetáculo. Fico feliz por ver como o PC evoluiu no espaço para jogos, é interessante que ainda há uns anos ninguém queria colocar os seus jogos lá, mas o espaço evoluiu de tal maneira que agora é uma das melhores plataformas para jogos.

A um nível ainda mais pessoal, fico triste que este ano a Sega não vá mostrar nada de interessante, nem vão ter um Booth nem nada. No entanto, fico feliz por franchises como o Street Fighter e afins estarem a manter-se vivos apesar da estupidez dos seus Publishers. Também há uns quantos jogos indie dos quais eu quero ver mais, como Shantae e Mighty No. 9.


Gostava de ver uma confirmação para a localização de jogos como o novo Ace Attorney, que a Nintendo se reservarsse um pouco em relação aos Amiibos (já tenho demasiados para comprar) e espero ver mais sobre o Project X Zone 2. 
Finalmente não posso esquecer a Platinum Games, não só eles comentaram que vão anunciar um novo jogo na E3, como temos ainda que ver gameplay do ScaleBound (que foi anunciado o ano passado).


E enquanto escrevo este artigo, a Oculus Rift já fez a sua conferência pré-E3, que dá uma abertura fraca (sinceramente, aquilo foi deprimente) a uma E3 que se parece estar a tornar-se um evento mais interessante que o habitual. 
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sexta-feira, junho 05, 2015

Análise: Splatoon


Um balde de tinta fresca
De certeza que já ouviram falar de Splatoon, o novo IP revelado pela Nintendo o ano passado e que tem andado pelos cantos da internet pela sua abordagem única ao género de Shooter em 3ª pessoa. Neste controlamos um Inkling, uma espécie de lulas que evoluíram uma capacidade que, a partir de uma certa idade, conseguem tomar uma forma humanoide. Estes usam as suas tintas como arma e o jogo revolve à volta de conquista de território, no qual ganha a equipa que tiver pintado a maior parte do campo. E foi assim que o jogo nos foi introduzido o ano passado.
Saltamos agora 1 ano e o jogo foi finalmente lançado para a Wii U no dia 29 de maio, e finalmente vou poder fazer a sua análise aqui para os LynceGamers.


Lulas, polvos… Aliens
A história está na sua maior parte confinada ao single-player, como era de esperar. Nesta descobrimos que existem duas sociedades no mundo de Splatoon, os Inklings e os Octolings. Antes os mesmos viviam em harmonia, mas depois de uma grande guerra entre as duas sociedades, os Octolings foram forçados a viver nos subterrâneos. Agora, anos mais tarde, os Octolings estão a tentar vingar-se e roubaram os Zapfish que alimentam a cidade dos Inklings com eletricidade. A tua missão: parar a invasão dos Octolings e recuperar todos os Zapfishs, incluindo o Great Zapfish.
A história é bastante simples e o modo single-player também não é muito grande, com uma série de 5 missões não muito grandes com um Boss no final, com um total final de Bosses de 5 também. No entanto, esta, com a sua simplicidade, faz o seu trabalho bastante bem, às vezes mais vale simples mas bem feito. E este jogo é mesmo o exemplo disso, o diálogo é divertido e bem construído. Mesmo para quem quer tirar mais da história, ainda existem uns scrolls para encontrar em cada nível, com um pouco de lore à volta do mundo e dos Inklings, o que faz parecer este um mundo ainda mais vivo.


Vive, luta e respira pela tinta
O gameplay do jogo, como foi dito, é um shooter de 3ª pessoa, onde podemos usar várias armas disponíveis ao nosso Inkling para pintar o mapa e eliminar a competição. As armas vêm em vários tipos, algumas mais fortes e lentas ou rápidas e fracas ou até completamente diferentes como o roller, que cobre rapidamente o chão mas usa uma grande quantidade de tinta. O que estou aqui a descrever é o maior foco do jogo, um dos modos do multiplayer, onde duas equipas de quatro são postas uma contra a outra num mapa simétrico para ver qual consegue pintar mais parte do chão do mapa, e sim, só o chão conta para a pontuação final. No entanto, há uma vantagem em pintar paredes, dando-nos a possibilidade de as escalar. Agora, abordando o controlo do personagem, este tem duas formas, a humanoide e a lula. O humanoide pode usar as armas e anda mais devagar, a lula pode andar pela tinta mais rápido e pode segui-la, por exemplo, pelas paredes, dando uma maior mobilidade a esta, se bem que é preciso ver que isto é na tinta da nossa equipa, a tinta da outra equipa torna o personagem consideravelmente mais lento. Juntamos a isto habilidades especiais como escudos temporários, e armas secundárias como bombas ou armadilhas, e temos formas de controlo bastante variáveis. Se bem que tudo isto usa tinta e temos um limite dela, que pode ser recuperada andando nela como lula.
No final de tudo isto, temos um jogo que pode ter um nível bastante bom estrategicamente, com várias opções de como nos aproximamos aos mapas, como formamos equipas ou simplesmente qual o estilo de jogo que gostamos mais. Se bem que ainda falta falar que já neste momento existe outro modo de jogo, um ranked mode, e 5 mapas disponíveis que vão rodando ao longo dos dias, o que também quebra a possível monotonia. E com mais updates de borla prometidos pela Nintendo pelo verão fora, o jogo mesmo que tenha saído com um conteúdo mais limitado, sem dúvida que isso irá mudar nos próximos tempos.
Ainda há outro nível de customização nos personagens, em termos do personagem em si é bastante limitado, sexo, cor da pele e dos olhos. Mas em termos dos acessórios que ele usa, é bastante variado. Aliás o estilo dos personagens é bastante importante no mundo do jogo. Como tal há muita escolha a esse nível e com um bónus que os acessórios podem evoluir e também têm perks que ajudam em jogo. Este estão disponíveis tanto encomendando-os vendo-os noutras pessoas a andar no Hub como nas lojas deste. E o Hub pode ser pequeno mas é bastante pequeno mas tem charme o suficiente para ser divertido andar a passear por lá, com avatars doutros jogadores a passearem pelo mesmo e mostrando os comentários dos mesmos.
Para acabar a experiência local do jogo, o single-player para além da pequena campanha bem contruída e com uns bosses bastante bons, ainda temos um multi-player local e os desafios amiibos. Se tiverem um amiibo do Splatoon, podem coloca-lo e este desbloqueará umas missões alternativas no modo história, que são as mesmas missões apenas com outras armas, mas só isto é uma forma interessante de dar mais variedade ao jogo e como avançamos nos níveis. O local multi-player é simples e decente, não é nada que faça o jogo muito melhor, mas a opção está lá se quiserem.
Quero só deixar uma última coisa assente: mesmo gostando mais de controlar o jogo com os analógicos, o controlo por motion controls também funciona bastante bem, só não é muito o meu estilo. Em relação a outras funcionalidades como chat de voz, enquanto a opção não faria mal, a falta deste não é o suficiente para mudar a minha perspetiva em relação ao jogo. No entanto, gostaria de ter a opção de controlar o jogo com o comando pro em vez de estar preso ao gamepad.


Um estilo fresco
Em relação ao aspeto do jogo, tenho muito bom a dizer dele, simples e colorido, tudo o que o jogo deveria ser. É possível ver que este não quebra barreiras em termos de gráficos, no entanto o estilo visual escolhido para o jogo tem uma grande personalidade que compensa por este facto. Todo o aspeto visual desde os personagens aos menus e outras coisas é bastante colorido e diversificado, parece mesmo “coolness” personificado.
Em relação à música, esta é muito upbeat, é divertida e diferente em alguns casos. O uso de diferentes sons e instrumentos misturados de uma forma estranha faz uma música que me lembra de outras bandas sonoras fantásticas de jogos como Jet Set Radio. A variedade dela é que podia ser um pouco melhor, mas a qualidade é indiscutível.


Sou sem dúvida uma lula agora
Splatoon foi uma brilhante surpresa o ano passado quando foi revelado, e sempre pareceu um jogo divertido. Depois de joga-lo posso finalmente dizer que não só parece como é. Uma onda refrescante no meio de muito shooters no mercado e um jogo de qualidade. É verdade que no dia de lançamento o conteúdo poderia ter sido um pouco mais, mas o que veio foi sem dúvida uma ótima experiencia. Um modo história pequeno mas bom, um gameplay divertido e com bastante estratégia, um visual arrojado e uma música bastante boa.
Não tenho muito mal a dizer sobre e o mais que posso dizer é para arranjar este jogo se têm uma Wii U, e se não têm, é um ótimo jogo para começarem. Aconselho a todos os que queiram um experiência diferente e nova, e que gostem de um bom shooter. Só não aconselho mesmo a uma pessoa que não goste muito de jogar multiplayer online, pois vão ficar desapontados só com a experiência single-player. Bem por hoje é tudo. STAY FRESH!
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domingo, abril 12, 2015

Análise: Castlevania Aria of Sorrow


Bem-vindos ao futuro
Para última análise deste “mês” de Castlevania, deixamos o reboot para trás e voltamos a focar-nos na série original com o último jogo lançado para o GBA, Aria of Sorrow. Este foi lançado originalmente em 2003, desenvolvido pela mesma equipa que jogos anteriores e publicado, obviamente, pela Konami. Este, no entanto, é diferente no que toca ao seu cenário, dado que é o primeiro do franchise a passar-se no futuro, mais especificamente no ano 2035, a não ser que estejam a ler isto em 2035 o que significaria que se passa no presente... Certo, vamos mas é avançar para a história.


Um castelo eclipsado
A história começa com o protagonista, Soma Cruz, e a sua amiga Mina Hakuba que se encontram no templo Hakuba para observar o eclipse que está prestes a ocorrer. Sem explicação, ambos são puxados para dentro do eclipse (não pensem muito sobre isto) e acordam dentro do castelo mais conhecido do franchise. Dentro de momentos um personagem, de nome Genya Arikado, informa que se encontram no castelo de Drácula, mas este não é bem o castelo da realidade que conhecem pois este existe apenas no mundo espiritual. A razão disto é porque Drácula foi morto em 1999 e o seu poder foi selado dentro do eclipse, e esse poder agora ficará para aquele que estiver destinado a reencarnar Drácula. Soma é então atacado por um bando de monstros onde demonstra uma habilidade de absorver almas. Depois desta descoberta, este expressa obviamente o seu desejo de sair do castelo juntamente com a sua amiga. Arikado então informa-os que a única forma de sair do castelo é indo até á sala mestre do castelo, começando assim a busca de Soma por Castlevania.
No que toca à história, mesmo que alguns conceitos sejam um pouco absurdos, a mesma está bem conseguida. Os personagens são bastantes carismáticos e a evolução de Soma como personagem é notável. Gosto bastante dos detalhes, como a seguir a certos eventos na história se nos dermos ao trabalho de ir ter com alguns personagens no castelo, os mesmos reagem em relação a esse evento. As reviravoltas no enredo são interessantes e impulsionam a jogar mais, nada mal quando pensamos que estamos a falar de um Castlevania. Se bem que tenho pena que um cenário do futuro não seja mais explorado, em vez de um estilo mais tradicional do franchise.


Explorando mais um castelo
Tal como o antecessor, Harmony of Dissonance, usa o mesmo gameplay mais conhecido do franchise com algumas alterações. Como não estamos a controlar um Belmont, Soma tem acesso a vários tipos de armas que dá uma maior diversidade ao combate. No que toca à manobrabilidade do personagem, esta mantém-se intacta, com a exceção que voltamos apenas a ter, naturalmente, um backdash e não um ou dois dashes para ambas as direções como tínhamos no jogo anterior. O equipamento continua mais ou menos limitado como o seu antecessor, mas desta vez não é só equipamento que altera o personagem. Para este jogo, temos também a mecânica de absorver almas de inimigos que nos dão diferentes efeitos, ataques ou manobras dependendo do inimigo ou boss. É muito agradável experimentar as diferentes combinações de almas, só é pena que algumas áreas do castelo obrigam a trocar de almas mais vezes do que gostava.
Em termos de inimigos, o castelo está, como normalmente, cheio deles e de uma variedade bastante interessante. Os bosses são também em grande número e bastante entusiasmantes, então alguns para o final estão mesmo bons. É preciso dizer também que o jogo é um pouco mais desafiante que o anterior, mesmo com Soma bem evoluído é preciso aprender a combater bem certos bosses e inimigos se não quisermos ser esfolados, queimados, obliterados, etc.
Na verdade, o fator que mencionei acima é uma das maiores razões que estende o tempo de jogo, pois em termos de tamanho o jogo é mais pequeno que os seus antecessores, com apenas um castelo. No entanto, não temos uma forma de um castelo “cópia” a aumentar o tempo de jogo, assim todas as áreas a explorar são totalmente novas, diminuindo a possibilidade de aborrecimento ainda mais. Aliás, todas a áreas oferecem os seus próprios desafios e têm um level design que obriga a um bom uso das habilidades de Soma, que até às vezes pode estar ao critério do jogador. Como tal, faz também a exploração bastante agradável e acessível.


Um futuro bastante familiar
Os gráficos do jogo, sendo para o GBA, estão bons, efeitos agradáveis e boas animações tanto nos personagens como nos inimigos. Em nenhuma altura o jogo parece feio ou aborrecido, criando uma boa e diversificada atmosfera toda dentro do mesmo castelo. Se bem que o facto de se encontrar no futuro não significa nada no que toca a visuais, pois para além dos personagens praticamente tudo em Castlevania é o típico aspeto da série.
Ao entrar no menu do jogo, é possível observar logo como a música continua com uma ótima qualidade, a banda sonora deste jogo até ultrapassa o seu antecessor com várias músicas memoráveis. E não nos podemos esquecer que estamos a falar do GBA.


Os vestígios de um eclipse passado
Quando acabei de jogar Aria of Sorrow, pensei, isto sim, é aquilo que eu espero de um jogo de Castlevania. Uma história que até é aceitável, um gameplay bastante sólido e divertido, um visual atraente e música espetacular. Um exemplo de um jogo de qualidade do género que me deixou a desejar mais.
Mas é tempo de avançar para outros jogos e acabo aqui o mês de Castlevania com um jogo que aconselho a todos os que gostem de um bom jogo de metroivania ou de um sólido jogo de ação e aventura 2D, e que também agora se encontra mais acessível graças à consola virtual da Wii U.
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sexta-feira, abril 03, 2015

Análise: Castlevania Lords of Shadow


Bem-vindos a um novo Castlevania
Lords of Shadow é um jogo da série Castlevania, lançado em 2010 para a Xbox 360, PS3 e PC como parte de um reboot da série. Publicado pela Konami, mas desenvolvido fora desta pelo estúdio Mercury Steam que, pela primeira vez, estava a produzir um jogo da série. Sendo este facto um pouco óbvio, bastando apenas olhar para o estilo de gameplay do jogo. Este estilo é mais parecido com um jogo de God of War do que outra coisa, sendo um… “pouco” diferente do normal da série. Mas será este diferente o suficiente para se destacar não só como um jogo da série mas também como um bom jogo em geral?
Ora, se viram o meu último artigo, podem talvez ter uma pequena ideia do que se vai seguir nesta análise mas, de qualquer das formas, decidi que para este especial da série Castlevania era importante ver algum do passado e presente desta.


Contra os Lordes das Trevas
Quando a história começa, o protagonista, Gabriel Belmont, está numa missão da sua ordem, a Ordem da Luz, para descobrir o que está a causar a escuridão que separa o mundo dos céus. Somos guiados até um local onde descobrimos que o mundo só pode ser salvo derrotando os Lordes das Trevas, isto adquirindo o poder dos mesmos, segundo uma profecia. Quem nos alerta para tal profecia é a mulher de Gabriel, a qual foi morta pelas forças das trevas. Gabriel vê nesta jornada não só uma oportunidade de vingar a morte da sua amada, mas também como uma forma de a reviver com o poder conseguido, isto de acordo com mais informação dada por um membro da ordem, Zobek, que ajudou Gabriel na sua última batalha e se oferece para ajudar Gabriel na sua jornada.
A história é contada na maior parte através de narrações feitas por Zobek, que segue Gabriel na sua viagem. Verdade que eu gosto muito de ouvir a voz de Patrick Stewart, mas ao final de algum tempo estas narrações tornavam-se um pouco irrelevantes, chegando ao ponto de parecem uma forma um pouco preguiçosa de mostrar progressão na personagem de Gabriel. A história em si não é nada demais, não foi do pior que já vi, mas contém alguns momentos um pouco… hmm… como é que hei-de dizer… bem, supérfluos. E por favor, nalgumas missões e momentos do jogo podiam ter diminuído as falas das personagens, fica irritante ao fim de algum tempo a explorar uma zona ouvir o mesmo personagem repetir-se uma e outra vez, e outra vez, e outra vez…
No final da história fiquei incrivelmente desapontado que tenham passado a perna aos jogadores, com o “verdadeiro” final da história do jogo remetido os DLC’s. Do estilo, A SÉRIO?! Quem não o tenha jogado vai ficar um pouco à nora com a última cutscene do jogo.


Não sei bem se Castlevania
O gameplay do jogo é provavelmente bastante familiar para quem já tenha jogado um God of War, dado que é bastante influenciado por este. A nossa arma principal é ao menos o chicote conhecido da série, o Vampire Killer, e podemos usa-lo com um ataque forte, mas focado para a frente, e com um ataque mais fraco, mas com uma área de ataque maior à volta do personagem, podendo-se incluir alguns combos à mistura com estes. Nada de especial, mas é eficaz. Junta-se um pouco de salto para algum platforming do jogo e uma defesa e desvio. Para ajudar, temos ainda uns itens opcionais para atacar os inimigos, e, embora um ou outro seja às vezes útil, posso dizer que muitas vezes não são muito necessários, mas estão lá como possíveis opções. Quando conseguimos fazer vários ataques sem receber dano, é possível encher uma barra que faz os inimigos libertarem bolas que recuperam uma outra grande parte do gameplay, que são as duas magias que podem ser usadas por Gabriel. Estas convenientemente chamadas Light e Shadow magic, quando em uso com os ataques, uma cura-nos e a outra tira mais dano, sendo também possível desbloquear movimentos para combinar com as magias, mas a maior parte das vezes parecem um pouco inúteis pois consomem muita energia que pode ser útil na sua forma mais básica na batalha. Digo isto porquê? Bem, porque a maior parte dos inimigos do jogo têm estratégias muito básicas e repetitivas, o que torna o gameplay um pouco aborrecido.
Sim, a variedade de inimigos nem é má, mas as suas estratégias são muitas vezes similares e pouco apeladoras. E nem vamos falar dos bosses, se não têm o mesmo problema que os inimigos normais, então são dos bosses mais secantes e frustrantes que já vi. Isto porque a maior parte são uma festa de QTE's (quick time events) e nada mais. Sim, eles são grandes...umas grandes secas.
Falando em QTE's, a maior parte do progresso dos níveis parece incrivelmente automático. Digamos assim, a maior parte das áreas são muito limitadas em termos de controlo da personagem. Quando temos esse controlo, este parece incrivelmente preso, o que não dá vontade nenhuma de explorar os níveis, que têm alguma oferta neste campo, mas nada de especial. A pior parte é quando o jogo demora a perceber que a câmera, que é fixa, mudou de posição e o personagem ainda está com o controlo da outra câmera, levando a algumas quedas estúpidas. Como é possível ver, os níveis em si não são dos melhores, uma das formas para os tornar interessantes é o uso de puzzles, mas até alguns destes são um pouco aborrecidos e ainda algumas vezes não são bem explicados. Aliás, o jogo às vezes tem a tendência de explicar coisas que talvez não precisasse, mas deixas outras passar por completo. Mas as piores partes destes níveis são uma forma de dificuldade que me irrita, que o jogo repete mais que uma vez e é um forma incrivelmente preguiçosa de o fazer, que consiste em remover os teus poderes e obrigar-te a procura-los (novamente) numa secção do nível. Pois, porque procurar upgrades para esses poderes é uma diversão tão grande que vamos obriga-los a procura-los novamente em vez de pensar em mais formas de desafiar o jogador com todos os poderes…
O que me desaponta mais disto tudo é que a maior parte do que o jogo oferece já foi visto de uma forma outra e não traz nada de novo para o jogo. Caso isto fosse bem feito, o resultado nem seria mau, mas neste caso não é bem assim.


Oh! O Castelo! E... e... e ali vai ele...
Bem, visualmente, não posso dizer que o jogo seja feio, os gráficos estão bons e o estilo não está muito longe do que eu considerava Castlevania. Mesmo que, infelizmente, o tempo que passamos nele seja muito curto, quando este aparece quase que parece que estamos a jogar um Castlevania. Se bem que mesmo que os visuais estejam bem, dispensava as cutscenes que ocupam uns poucos segundos do que às vezes são apenas corredores. “Eu sei, é bonito, agora deixem-me avançar...”
O mesmo não posso dizer da música, mesmo que atmosférica e dentro do tema, é muito monótona para ser considerada boa. Sem melodias memoráveis, a música é apenas passível.


A chicotada final
Quando penso que este jogo representa o que agora é suposto ser Castlevania, fico triste, sinto que uma parte icónica do mundo dos videojogos acabou… Um gameplay decente, mas esgotado e um pouco aborrecido com falta de alguns retoques. Uma história assim-assim, mas que tem algumas falhas e com um visual apelativo mas uma banda sonora fraca. Deixa uma experiência com muito a desejar. Não quer dizer no fundo que é um jogo mau, mas é uma sombra do que o melhor do franchise já teve.
No final, consigo recomendar o jogo apenas a um curioso ou a quem favorece facilmente um gameplay do estilo God of War, pois vão conseguir desfrutar um pouco deste.
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quarta-feira, março 25, 2015

Artigo: Castlevania, mais uma peça num jogo triste


Ultimamente tenho estado a jogar para uma análise um dos últimos jogos de Castlevania, Lords of Shadow. Este foi um reboot da série numa altura em que a Konami queria mudar o rumo do franchise. Quando vi pela primeira vez o gameplay do jogo, este deixou-me incrivelmente desapontado, pois não parecia mais do que uma cópia foleira de um God Of War. Mas entrarei em mais detalhes sobre o jogo quando lançar a análise.


A saga do Lord of Shadows pareceu-me uma tentativa desesperada para tentar fazer o franchise relevante em 3D, retirando muito do que fazia o franchise único. E pior, a Konami ainda colocou para um canto um dos developers (Koji Igarashi) que estava por detrás de várias fantásticas experiências em 2D de Castlevania como parte deste "renascer" da série. Ao fazer isto, condenou o mesmo para uma espiral de jogos de qualidade questionável e ainda menos relevantes, "matando" um dos poucos franchises desta que ainda mantinha razoavelmente bem.

Parece que podemos juntar a Konami a mais uma das companhias AAA que anda a matar os seus franchises um a um para ganhar dinheiro rápido e nada mais. Uma das mais recentes vítimas parece ter sido o franchise de Metal Gear, sabendo-se pelo que parece que o seu developer principal (Hideo Kojima) e o seu estúdio vão "sair" da empresa por possíveis disputas de poder entre o mesmo e executivos da empresa. É verdade que isto entra ainda no território do rumor, mas é totalmente credível considerando o reportório da empresa e o facto do próprio Kojima já ter dito antes que queria deixar de trabalhar com Metal Gear. A continuar assim parece que o PES vai ser o único jogo que a empresa conseguirá aguentar.

Este artigo ia apenas inicialmente reflectir pensamentos sobre o franchise e o seu estado decadente, mas progressivamente evoluiu também para uma reflexão sobre a empresa em si. Não percebo porque é que estas empresas têm de mudar obrigatoriamente os seus franchises por completo para os tentar manter relevantes. Claro que, com o passar do tempo, os jogos têm de evoluir mas será que não o podem fazer sem trair completamente as suas origens? Mas esta é uma questão para outra altura...

E o pior é: de que serviu à Konami este reboot de Castlevania? Tretas, foi o que foi, pois teve que terminar a nova saga com o último jogo devido a vendas desapontantes da sequela. Mais um franchise para o esquecimento que tinha tudo para se manter vivo com a sua audiência, mesmo que pequena, se tivesse mantido alguma ligação às suas origens. Especialmente com a facilidade de distribuição de jogos deste estilo digitalmente, jogos como Shovel Knight são a prova do sucesso disto mesmo.

No final, o mais estúpido é que muitas destas mudanças radicais para "apelar a uma maior audiência, bla, bla, bla" só fazem pior aos franchises a longo prazo, pois muitas vezes torna-os irrelevantes para o mundo dos videojogos. 

É preciso lembrar a estas empresas que, se os jogos são considerados clássicos passados vários anos, não é porque fizeram aquilo que era considerado norma na altura, mas sim porque foram contra as convenções, criando experiências diferentes e de qualidade que os fizeram destacar-se até agora. 

Eles criavam novas normas, novos géneros, novas paixões... E sem dúvida que um destes mesmo foi Castlevania e a sua Saga. Mas quando olho para o presente e vejo este franchise, assim como muitos outros, a cair como peças de dominó uns atrás dos outros, é simplesmente de quebrar o coração.  
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quarta-feira, março 11, 2015

Análise: Castlevania Harmony of Dissonance


Um castelo familiar no horizonte
Lançado originalmente para o GameBoy Advance em 2002, e mais recentemente relançado na consola virtual da Wii U, Harmony of Dissonace é o segundo jogo do GBA que segue o espírito de jogo de outro jogo da série, Symphony of the Night, que foi lançado para a PS1 e Sega Saturn. Esta saga é publicada pela Konami, da qual este jogo faz parte, sendo do estilo de um Metroidvania, ao ponto que também dá nome ao género.
Sendo sincero, a minha experiência com jogos de Castlevania ainda não é muito grande, tendo apenas jogado alguns clássicos, mas tenciono mudar isso. Mesmo assim, um dos jogos que joguei foi o Symphony of the Night e quando me informei sobre este jogo, logo fiquei interessado. Então, para começar um mês dedicado a esta saga, este será o primeiro jogo posto à prova.


O fardo de um Belmont
A história começa com um membro do clã mais famoso do franchise, Juste Belmont. Este encontra um amigo, Maxim Kischine, num castelo e conta que foi atacado juntamente com uma amiga deles, Lydie, a qual foi raptada, encontrando-se presa neste castelo. Para ajudar à situação, este encontra-se com amnésia e não consegue lembrar-se do como isto aconteceu nem quem é o culpado. Juste deixa Maxim na entrada do castelo e segue para salvar a sua amiga. No entanto, mal este entra no castelo, é abordado por Death que confirma que este é mesmo o castelo de Dracula, o inimigo principal da série. Começa novamente a missão de explorar as profundesas deste castelo para descobrir que está por detrás do seu aparecimento e destruir o mesmo, salvando os seus amigos no processo.
A história no que toca a um castlevania é bastante comum, tendo uns desenvolvimentos interessantes aqui e ali, mas nada muito fora do normal. Os personagens envolvidos são tal como a história, normais, não sendo muito explorados para além das suas caraterísticas básicas. Mas é interessante ver a relação de um Belmont, tendo em conta fardo que este tem, com um amigo próximo. Não há muito mais que possa falar desta, o diálogos estão decentemente construídos e, como não tem vozes, não se pode questionar a atuação.


A luta de um caçador de vampiros
Como mencionado acima, o gameplay é do estilo Metroidvania, inspirado no Symphony of the Night, mas não estamos obviamente a jogar como Allucard e, sim, com Juste Belmont. E como todos o Belmonts, em que, quando comparado a Allucard, o número de armas é limitado, tendo unicamente como a arma principal o chicote, denominado Vampire Killer, o qual posso afirmar que ao menos funciona suficientemente bem. Temos as sub-weapons como em qualquer castlevania que funcionam como habitualmente, dando uma outra possibilidade de ataque. Para ajudar na versatilidade de combate do personagem ainda temos a magia, que funciona de forma diferente que o Symphony of the Night, dado que em vez de termos ataques mágicos separados, podemos usar os diferentes livros de magia, combinando-os com as sub-weapons, criando ataques diferentes. Mesmo que isto limite os ataques mágicos, com a sub-weapon que escolhemos, penso que é uma forma interessante de dar ainda mais uso às mesmas. Em relação à mobilidade, este é ainda mais rápido que Allucard, com dois dashes para a esquerda e para a direita dependendo do botão, podendo ser usados tanto para desviar de ataques como para mover rapidamente pelo castelo, ajudando na sua exploração.
Falando em exploração, o tamanho do castelo é bastante grande quando pensamos que estamos a falar do GBA e quando mais tarde desbloqueamos o outro castelo paralelo, é ainda mais surpreendente. O primeiro castelo já tem grande variedade suficiente para se aguentar sozinho, com bom design e muitas salas diferentes, mas depois o segundo castelo ainda vem aumentar mais o tempo de jogo. Pena que o mesmo podia ser um pouco mais diferente do primeiro, mas ao menos algumas salas num castelo fazem alterações no outro, formando alguns pequenos puzzles interessantes. Mesmo assim, alguns puzzles em certas salas do castelo podem ser aborrecidos. Em termos de flow, penso que o jogo morre um pouco a meio, pois a progressão requer que se ande um pouco para a frente e para trás, e na altura não há um bom meio de viajar com facilidade por todo o castelo.
À medida que exploramos o castelo, também é possível encontrar vários itens, os quais podemos equipar no Juste. Gostava apenas que em termos de espaço para equipamentos fosse melhor, dado que é um pouco restrito. Mas evoluir o personagem é tão bom como no outro jogo, e dá uma boa sensação de poder ao destruir inimigos.
Falando em inimigos, existe uma grande variedade deles, tanto novos como de outros jogos, e a forma diferente como usaram alguns é refrescante. Em termos de bosses, gostava que houvesse um número maior, e que tivessem táticas mais variadas, visto que alguns pareciam muito parecidos.


Um aparência vinda de caos
O jogo sendo do GBA, obviamente que vai sofrer em qualidade visual quando comparado com o seu antecessor, mas para o que a consola consegue, está bom. E assenta muito bem visualmente com o resto do franchise. Gosto especialmente dos detalhes de diferenças entre castelos e em alguns efeitos visuais, tanto de plano de fundo como de alguns inimigos.
A música sofre pela mesma razão, mas não consegue dar uma experiência tão boa como a parte visual. Algumas músicas soam bem, como esperado do franchise, mas outras são simplesmente aborrecidas, ou mesmo fracas.


O orb da vitória
Como seria esperado, o jogo é uma experiência sólida do franchise, mesmo vindo de uma portátil. Pode não estar ao nível do seu antecessor espiritual, mas com uma fórmula de gameplay solidificada, uma apresentação decente e uma história básica, é um bom jogo para fãs e entusiastas do género. Tenho que admitir que mesmo assim me surpreendeu, pois estava à espera de um jogo mais fraco, mas isso não se verificou.
No final, visto este estar acessível a um preço razoável, consigo facilmente recomendá-lo, mesmo para quem nunca experimentou um jogo do franchise.
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